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Posição prona ajuda no tratamento precoce da Covid-19 – Secretaria de Saúde do Distrito Federal

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09 SETEMBRO

09 SETEMBRO Fonte: Agência Brasília

11/09/2020

11/09/2020 Fonte: Agência Brasília

Fisioterapeuta do HRG tem aplicado a técnica em pacientes da emergência e enfermaria

 

ÉRIKA BRAGANÇA, DA AGÊNCIA SAÚDE DF

 

Para tratar as possíveis complicações que a Covid-19 traz aos pulmões, a técnica chamada de pronação, em que o paciente fica em “posição de bruços” foi implantada no Hospital Regional do Gama (HRG). A pronação é mais comum nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) sendo utilizada em pacientes que possuem doenças respiratórias graves, como pacientes com a Covid-19 com desconforto respiratório grave.

 

Técnica é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

No HRG, o coordenador de Fisioterapia da emergência, Estevão Diniz, tem utilizado de forma precoce a posição prona para tratar as possíveis complicações que a Covid-19 traz aos pulmões. A técnica tem apresentado resultados positivos nos pacientes que chegam à emergência e estão na enfermaria do bloco respiratório.

 

A pronação é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para pacientes graves da Covid-19.

 

Dados

 

De acordo com pesquisas, enquanto a maioria dos pacientes infectados não desenvolve complicações ou apresenta apenas sintomas leves, aproximadamente 14% evolui para um estágio mais grave que requer hospitalização, suporte de oxigênio e, por vezes, ventilação mecânica (VM). Em relação à evolução dos quadros, a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é responsável por acometer de 31% a 67% dos pacientes. A técnica prona pode evitar esse estágio.

 

Técnica já é utilizada no Hospital Regional do Gama em pacientes com síndromes respiratórias graves – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Essa estratégia da Fisioterapia consiste em posicionar o paciente em decúbito ventral, o que deve resultar em distribuição mais uniforme do estresse e da tensão pulmonar, melhora da relação ventilação/perfusão, da mecânica pulmonar e da parede torácica. A ação, de acordo com a nota técnica (subir nota técnica) da Associação Brasileira de Fisioterapia, tem contribuído para redução da duração da VM e da taxa de mortalidade avaliada em um seguimento de 28 e 90 dias.

 

Recuperação

 

Segundo Estevão, a equipe observou que os pacientes que recebem a técnica apresentam melhora considerável e, em alguns casos, pacientes que possivelmente teriam indicação da ventilação mecânica não precisaram do suporte.

 

“Conseguimos perceber uma melhora significativa nesses pacientes que chegam aqui com dificuldade respiratória e baixa oxigenação. Inclusive, no momento da alta, estamos recomendando a técnica para ser continuada em casa”, explica.

 

O fisioterapeuta Estevão, fora do ambiente hospitalar – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

O profissional destaca que o processo melhora a relação difusão-perfusão mesmo com o paciente acordado e lúcido. No protocolo adotado, o ideal é que seja utilizada nas primeiras 48 horas em pacientes que apresentem falta de ar. Ela é mantida por pelo menos 16 horas.

 

No entanto, a primeira observação da técnica já é feita após uma hora em posição prona, em que é feita uma gasometria para avaliar se o paciente responde ou não a essa estratégia.

 

Junto com esse manejo, são utilizadas outras técnicas de fisioterapia motora e respiratória pela equipe de fisioterapia. São movimentações precoces e exercícios respiratórios que ajudam a melhorar a dinâmica respiratória do paciente. Isso contribui para uma melhor interação e resposta do corpo no combate à doença. Assim, o organismo consegue manter-se estável e atuante no processo de ataque viral da patologia.

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

REVISÃO: JULIANA SAMPAIO

Fonte: Agência Brasil

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