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Queixas de ‘Golpe do Delivery’ no Procon somam R$ 600 mil em débitos

Pelo menos 125 pessoas j apresentaram denncias aoProcon-SP contra golpes praticados por entregadores de aplicativos de entrega. Em alerta publicado nesta sexta-feira (31), a instituio afirmou que as queixas j somam mais de R$ 600 mil em valores debitados indevidamente.

O golpe mais comum acontece no momento da cobrana fsica de pedidos contratados nas plataformas de delivery. O entregador apresenta ao usurio uma maquininha fraudulenta com o visor danificado e insere um valor de cobrana muito maior do que o correspondente ao pedido. Muitas vezes, eles justificam que o equipamento foi danificado durante outras entregas e ainda no foi substitudo.

Sem a possibilidade de verificar a quantia, o consumidor digita a senha e confirma o pagamento. Para no levantar suspeitas, o prprio entregador paga a compra original na mquina do restaurante. Quando a vtima percebe, j tarde demais.

De acordo com o Procon-SP, a orientao para evitar esse tipo de golpe no utilizar mquinas danificadas e sempre conferir o valor digitado no momento da cobrana. A instituio ainda ressalta a importncia de verificar se a senha est sendo digitada na tela correta. “Lembre-se que o campo de senha mostra apenas asteriscos, nunca os nmeros digitados”, diz o comunicado.

O alerta tambm chama ateno para outro golpe, em que o consumidor recebe uma ligao do restaurante solicitando dados de carto para o pagamento de uma suposta taxa de entrega. Nesse caso, o Procon destaca que usurios nunca devem passar seus dados por telefone a restaurantes ou aos aplicativos. ” preciso redobrar a ateno nesse momento de pandemia, em que criminosos aproveitam a vulnerabilidade das pessoas.”, afirma o rgo.

Inqurito em andamento

Em maio, o Procon-SP acionou o Departamento de Polcia de Proteo Cidadania (DPPC) para instaurar um inqurito policial com o intuito de investigar as responsabilidades dos aplicativos iFoode Rappi em relao aos golpes praticados por entregadores das plataformas.

No comunicado publicado nesta sexta, o rgo disse que “apesar de das empresas alegarem que os entregadores so profissionais independentes sem vnculo jurdico-trabalhista, o Cdigo de Defesa do Consumidor estabelece que o fornecedor tem responsabilidade solidria pelos atos de seus representantes autnomos.”.

O que diz o iFood

Em resposta Agncia Brasil, o iFood afirmou, por nota, que j prestou esclarecimentos ao Procon no passado e no obteve respostas formais da instituio e segue disposio. Alm disso, o aplicativo disse que j apresentou informaes ao DPPC no mbito do inqurito policial em andamento.

A companhia ressaltou que, em nenhuma hiptese, exigido pagamento adicional presencial no momento da entrega do pedido e recomendou que consumidores no insiram a senha de cartes sem que a mquina esteja em condies de exibir claramente o valor da cobrana.

No caso de dvidas sobre a quantia paga em uma transao, o app afirmou que o consumidor deve verificar a quantia debitada por meio do aplicativo do seu banco assim que a transao for confirmada.

O iFood ainda orienta consumidores afetados por fraudes em sua plataforma a registrarem boletim de ocorrncia e a entrarem em contato com a companhia pelos canais oficiais de atendimento ao cliente no aplicativo, enviando o B.O e extrato bancrio. A empresa ressaltou ainda que repudia qualquer desvio de conduta, seja por parceiros de entrega, estabelecimentos ou usurios finais.

O que diz o Rappi

O Rappi, por sua vez, afirmou Agncia Brasil que no opera com mquinas de carto de crdito ou dbito e que no pratica nenhuma cobrana de taxa adicional na entrega. A empresa disse que est disposio dos rgos competentes e acrescentou que orienta todos os parceiros a cumprirem integralmente regras e leis, assim como rechaa qualquer tipo de conduta contrria.

A plataforma ainda destacou que oferece um canal de atendimento ao cliente para receber relatos de qualquer problema com o servio e recomenda que vtimas registrem boletim de ocorrncia e solicitem o pedido de cancelamento da transao na operadora de carto de crdito. Agncia Brasil, a Rappi disse que “sempre analisa os casos reportados” e toma providncias de acordo com os Termos de Condies do aplicativo.

Via: Agncia Brasil

Fonte: PMDF

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