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Ibovespa Futuro oscila entre perdas e ganhos com ânimo sobre anúncio da Pfizer limitado com preocupação sobre coronavírus

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mercado bolsa índices alta ações gráfico
(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro oscila entre perdas e ganhos nesta sexta-feira (16). A sessão é de alta no exterior em meio ao anúncio da Pfizer de que poderia se inscrever para o uso emergencial de sua vacina contra o coronavírus já no final de novembro. Contudo, a cautela ainda dá o tom dos mercados  em meio a casos crescentes de coronavírus nos Estados Unidos e de novas ondas de infecções e lockdowns na Europa.

Já no Brasil, o mercado acompanha previsão de que o governo tenha que pagar mais de R$ 640 bilhões em títulos da dívida pública entre janeiro e abril de 2021.

É mais que o dobro do que costuma ser pago. Há preocupação sobre a capacidade de o país pagar a conta, especialmente se um programa substituto do Bolsa Família e do auxílio emergencial for aprovado.

Às 09h12 (horário de Brasília), o índice futuro para dezembro tinha leve queda de 0,08%, aos 99.020 pontos.

O dólar futuro com vencimento em novembro registrava leve variação positiva de 0,04%, a R$ 5,618.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe dois pontos-base a 3,31%, o DI para janeiro de 2023 avança cinco pontos-base a 4,70%, o DI para janeiro de 2025 tem alta de cinco pontos-base a 6,59% e o DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de seis pontos-base a 7,54%.

O dia também é de ganhos diante de bons resultados da fabricante de automóveis Daimler e da LVMH Moët Hennessy, produtora de marcas de luxo como Louis Vuitton e Dior.

Na quinta-feira, o Reino Unido perdeu o prazo que havia exposto a si mesmo para fechar um acordo sobre o comércio com a União Europeia após o Brexit. O primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, deve anunciar nesta sexta-feira se continuará as negociações com o bloco econômico, que não têm avançado.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deixou as negociações nesta quinta-feira após um membro de sua equipe ter sido testado positivo com a Covid-19. Ela está em quarentena.

Vencimento de títulos do Brasil

O Estadão estampa como reportagem de capa o vencimento de títulos da dívida do governo federal no valor de R$ 643 bilhões. Esse valor deve vencer entre janeiro e abril, e representa mais que o dobro da média registrada nos últimos cinco anos.

Isso significa que, apenas nesse período de quatro meses, o Tesouro precisará pagar a investidores o equivalente a 15,4% da dívida interna brasileira.

O prazo para pagamento da dívida pelo governo está ficando mais apertado devido ao encurtamento dos financiamentos. Com maior desconfiança do mercado sobre as contas brasileiras, o Tesouro vem emitindo títulos com prazo mais curto, de seis meses a um ano. Há desconfiança sobre a capacidade de o país pagar os papéis no longo prazo.

Com a pandemia, o governo teve que desembolsar mais. Dessa forma, a dívida pública deve superar 100% do Produto Interno Bruto (PIB) até o final do ano, um patamar considerado alto para países emergentes.

Há desconfiança sobre o quadro fiscal brasileiro. Governo e Congresso vêm se mostrando comprometidos em aprovar um programa de renda que substitua o auxílio emergencial e o Bolsa Família. Com o auxílio emergencial de R$ 600, o nível de pobreza atingiu o menor patamar da história do Brasil. Sem ele, milhões de pessoas devem voltar à pobreza.

Assim, os investidores acompanham as falas de autoridades políticas sobre o risco fiscal no Brasil.  Vale destacar que, na véspera, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, afirmou que a base do governo está entendendo que não há saída fora do teto e a maioria dos deputados apoiam as reformas, em evento virtual do banco BMG.

A fala de Maia se contrapõe ao vice-presidente Hamilton Mourão, que afirmou ontem mais cedo que o Renda Cidadã pode ficar fora do teto, segundo o Estadão, o que ajudou a pressionar os ativos brasileiros na tarde de ontem.

Disputa política em torno da vacina

O jornal Valor traz como chamada de capa uma reportagem que afirma que técnicos do Ministério da Saúde têm demonstrado preocupação com a politização em torno da vacina contra o coronavírus.

Na quarta-feira (14), o Ministério da Saúde apresentou a secretários de saúde estaduais um cronograma de vacinação contra a Covid-19 em que previu o início da vacinação para abril de 2021. O cronograma conta apenas com a vacina da AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, que está em fase de testes e deverá ser produzida no Brasil pela Fiocruz, em Manguinhos, no Rio.

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, parte dos secretários de saúde presentes na reunião ficou com a impressão de que o governo federal estava ignorando a vacina da empresa chinesa Sinovac, que vem sendo testada pelo Instituto Butantan, de São Paulo.

O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou ao jornal que “as vacinas não estão sendo tratadas de forma republicana pelo Ministério da Saúde”.

Na reunião, técnicos de sua pasta afirmaram que a vacina do Instituto Butantan podem estar disponíveis já em dezembro, com 46 milhões de doses. Outras 14 milhões ficariam prontas até fevereiro e 40 milhões até junho.

Segundo o Valor, técnicos do Ministério da Saúde temem que o governo discrimine o imunizante desenvolvido em São Paulo.

Radar corporativo

A CSN anunciou na noite de quinta-feira (15) que reverteu prejuízo no terceiro trimestre, atingindo lucro de mais de R$ 1 bilhão. No ano anterior, tivera prejuízo de mais de R$ 870 milhões no mesmo período.

O Magazine Luiza comprou a escola digital de negócios ComSchool, por valor não revelado. A empresa diz que buscará ampliar a capacidade de negócios de seus 32 mil vendedores cadastrados. A ComSchool oferece cerca de 200 cursos em marketing digital, e-commerce e redes sociais.

A Klabin informou que a Sogemar aceitou reduzir o valor pedido para ser incorporada. A nova proposta de incorporação prevê emissão de 69.394.696 ações ON, em valor de R$ 274 milhões. A proposta anterior previa um número superior de ações, 92.902.188.

A Triple Play, do ramo de telecomunicações e a incorporadora paulista One Innovation desistiram planos de uma oferta pública de ações.

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Fonte: Agência Brasil

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