Randolfe Rodrigues diz ter assinaturas suficientes para

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Na esteira da prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, ocorrida nessa quarta-feira (22), a oposição no Senado conseguiu reunir assinaturas para protocolar o pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MEC. É o que afirmou o senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) em sua conta no Twitter.

 

O requerimento para a abertura foi aberto em abril, quando estourou o escândalo de favorecimento a pastores evangélicos na distribuição de recursos do Ministério da Educação.

Naquela ocasião, o governo trabalhou para impedir que o número de assinaturas fosse alcançado, com sucesso. No Twitter, o senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) relembrou o episódio. “É compreensível agora porque o Governo Bolsonaro se esforçou tanto para retirar assinaturas da CPI do MEC. Ainda em abril, nós precisávamos apenas de mais DUAS. Agora sabemos a razão!”

Durante a quarta-feira, Rodrigues fez campanha pelo Twitter para convencer os senadores a assinarem o requerimento. 

O senador Humberto Costa (PT-PE) também defendeu a abertura da CPI em rede social. Na sua conta no Instagram, ele afirmou que “embora não tenhamos condição de fora de julgar a necessidade ou não [da prisão], é um claro indício de que as irregularidades são gritantes”. 

 


Entenda o caso

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e o pastor Gilmar Santos foram presos na manhã desta quarta-feira (22), durante a operação Acesso Pago, da Polícia Federal. A ação do órgão faz parte do inquérito que investiga o esquema de “tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos” do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) às prefeituras, mediado por pastores lobistas.  

A investigação foi iniciada em março, depois que um áudio vazado pela imprensa em mostrou Ribeiro afirmando que priorizava destinar recursos do FNDE para as prefeituras cujas solicitações foram negociadas pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, a pedido do presidente Bolsonaro. eles não tinham cargo no Ministério da Educação e atuavam em um esquema informal de obtenção de verbas.    

“Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar. (…) Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”, diz o ministro em áudio.   

Edição: Rodrigo Durão Coelho





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