TIM (TIMS3): Credit Suisse reitera ação da tele como top pick do setor; Vivo (VIVT3) segue neutra

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Revisando o setor de telecomunicações, o Credit Suisse manteve a ação da Vivo (VIVT3) com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 54, ou potencial alta de 16% em relação ao fechamento de terça-feira. Já a TIM (TIMS3) foi mantida como top pick do setor, com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 16,50 (31% de potencial de valorização em relação ao fechamento da véspera).

Analistas não esperam que o segundo trimestre seja um catalisador para as ações, mas gostam do ponto de entrada e da ideia de participar da história de médio prazo na avaliação atual da TIM de 14 vezes o preço sobre o lucro (P/L) esperado para 2022.

A equipe de research do banco prefere a TIM pois espera ganhos de eficiência com a aquisição dos ativos da Oi móvel para impulsionar a empresa a entregar uma expansão mais significativa no fluxo de caixa livre (FCF) e superar o mercado nos próximos anos. A inflação é o principal risco para ambos os cases.

Para Daniel Federle e Victor Ricciuti, o setor entrou em um momento bem mais favorável. A combinação de consolidação de mercado com um nível de ICMS mais baixo devem formar um vetor fortemente positivo e possibilitar a implementação com sucesso da estratégia.

Na última quinta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro sancionou lei (nº 194) que reduz a alíquota de ICMS para no máximo 17%-18% (queda entre 7 e 10 pontos percentuais, dependendo do Estado), classificando a natureza do serviço de Telecom como essencial. A princípio, a medida passa a valer imediatamente, apesar da decisão do STF tomada antes da aprovação da lei, que modulava a redução a partir de 2024.

O teto de ICMS entre 17-18% (saindo de 28%) deve afetar 70% das receitas da Vivo e 65% das receitas da TIM, aponta o banco suíço.

Embora deva ter um repasse do benefício para os contratos atuais, Federle e Ricciuti acreditam que as teles terão ganhos através dos preços.

Em um cenário em que as empresas conseguirem reter parte do corte de ICMS de forma mais direta, os potenciais de valorização são ainda mais relevantes.

Os analistas atualizaram os modelos incorporando os resultados do primeiro trimestre de 2022, com alta de 50 pontos-base no custo de capital (atualmente em 14%). Como resultado, tiveram um pequeno aumento na receita orgânica através de aumento de preços e redução das margens Ebitda (Ebitda, ou lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, sobre receita líquida).

A incorporação dos ativos da Oi deve levar a uma aceleração do crescimento a partir do 2Q22. Olhando do lado orgânico, os analistas gostam do esforço das empresas do setor para repassar inflação nos contratos existentes, cenário mais benigno no mercado de mobile, potencial de upselling (estratégia de vendas com o objetivo de incentivar o cliente a comprar uma versão mais completa) nos clientes vindos da Oi e aceleração de receita de linhas fixas.

Com relação ao ICMS, a XP aponta que ainda não está claro do quanto que as teles vão absorver desse ganho.

Em um cenário improvável, se assumir que todo o ganho da redução do ICMS será absorvido, estima um impacto positivo no Ebitda entre 8 e 20%.

“Acreditamos que algum percentual relevante dessa redução deverá ser repassado ao consumidor dado que o intuito da decisão é baratear os serviços pros consumidores. Por outro lado, o Brasil é um dos países com maior carga tributária em Telecom no mundo. Nesse sentido, a Anatel pode se manifestar politicamente sobre o tema também, sobre qual segmento deveria se apropriar desse corte. Esse debate não altera o mérito da lei em si”, avalia.

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