Ácido hialurônico: os riscos e contraindicações do produto que virou hit contra rugas

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“Em linhas gerais, ele permanece nas camadas da pele por cerca de um ano, mas esse tempo costuma variar entre seis e 18 meses.”

Vale explicar aqui que nem todo ácido hialurônico é igual: existem formulações mais consistentes e outras mais maleáveis.

O profissional seleciona o tipo adequado de acordo com a parte do rosto e o efeito desejado — no queixo ou na mandíbula, por exemplo, pode ser necessário um gel mais firme, enquanto que, nos lábios ou nas pálpebras, é melhor aplicar um produto flexível e elástico, que vai permitir uma movimentação mais natural da boca ou dos olhos.

Cremes com ácido hialurônico até ajudam a hidratar a pele, mas não alcançam camadas mais profundas — Foto: BBC/GETTY IMAGES

Além da consistência, outro fator que interfere na duração do ácido hialurônico é a movimentação das estruturas da face. A tendência é que ele se esgote rapidamente em áreas que se movem com muita frequência, como os lábios e os olhos, e permaneça por um tempo extra em partes que são menos móveis, como a mandíbula.

Mas é claro que os especialistas não esperam que o ácido hialurônico acabe completamente para indicar novas aplicações.

“Nós realizamos um acompanhamento periódico e temos protocolos para fazer reposições, de acordo com a necessidade”, diz Boro.

 

Há o risco de efeitos colaterais depois do procedimento?

 

Eventos adversos podem acontecer, e é importante que tanto especialistas quanto pacientes saibam identificá-los para agir rápido e conter os danos.

Um dos perigos mais temidos ocorre quando o produto é injetado na parte errada do rosto. Com isso, o ácido hialurônico pode parar dentro dos vasos sanguíneos que irrigam a face, onde vai provocar um entupimento que leva à morte de tecidos de partes do nariz, dos lábios ou até um quadro de cegueira.

“Para minimizar esse risco, é importante fazer esse procedimento com profissionais que tenham muita experiência e anos de treinamento”, diz Salles.

 

“Isso não é algo que se aprende em um curso de final de semana. São anos de estudos para entender todas as variações anatômicas do rosto e onde provavelmente estão as veias e as artérias. E mesmo os especialistas mais experientes podem cometer erros e injetar sem querer a substância dentro de um vaso.”

Para minimizar os danos, é possível utilizar uma enzima chamada hialuronidaseque tem a função justamente de absorver o ácido hialurônico aplicado de forma inadequada





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