Por Martín Fernandez, GE/Santiago, Chile Foto: Reprodução/Divulgação – 26/04/2017 – 11:00:55
Pelo menos US$ 150 milhões (R$ 472 milhões pelo câmbio atual) foram desviados da Conmebol entre 2000 e 2015. A constatação foi feita por uma auditoria contratada pela própria confederação para levantar o tamanho do estrago causado pelo esquema de corrupção.

Durante anos, os clubes brasileiros se queixaram de que a premiação das competições sul-americanas era muito baixa, chegavam a dizer que pagavam para jogar a Libertadores. Aí está uma parte da explicação: em vez de ir para quem protagoniza o espetáculo, o dinheiro ia direto para a conta de cartolas.

A investigação interna constatou que o principal responsável pelo rombo foi o ex-presidente Nicolas Leoz, que comandou a Conmebol entre 1986 e 2013, quando deixou o cargo por problemas de saúde.

Aos 88 anos, Leoz está desde junho de 2015 em prisão domiciliar em Assunção, Paraguai, e seus advogados lutam para derrubar um pedido de extradição formulado por autoridades dos Estados Unidos, que também querem julgá-lo.

A defesa do ex-dirigente não foi encontrada para comentar a investigação interna da entidade que manda no futebol da América do Sul. Em outras oportunidades, seus advogados sempre argumtnaram que o cartola paraguaio é inocente.

A partir do resultado dessa auditoria, a Conmebol pretende tomar ações legais para tentar reaver parte do dinheiro – algo que a Fifa também faz na Justiça dos EUA. Com uma diferença importante: a Fifa nunca tornou pública sua investigação interna, ao contrário do que a Conmebol deve fazer nesta quarta-feira no Chile, durante seu congresso anual.