Fevereiro é um mês de ritmo próprio. Entre o Carnaval, os dias fora da rotina e os intervalos que surgem entre compromissos, a leitura encontra brechas: seja no descanso pós-bloco, na viagem ou nos momentos de silêncio longe da folia.
Para te ajudar a escolher bons livros para acompanhar este mês, o Metrópoles fez uma seleção que passa por romances, suspense, fantasia e obras de não ficção, com livros que funcionam tanto para leituras rápidas quanto para quem prefere mergulhos mais longos. Confira:
Rivalidade Ardente, de Rachel Reid (Ed. Alt)
O romance esportivo LGBTQIAPN+ Rivalidade Ardente (Heated Rivalry), que deu origem à série canadense de mesmo nome, chega ao Brasil em fevereiro. Parte da série de romances esportivos picantes Game Changers, o livro acompanha a rivalidade dentro e fora do gelo entre Shane Hollander, capitão do Montreal Voyageurs, e Ilya Rozanov, líder do Boston Bears — uma competição no hóquei que dá lugar a uma atração intensa.
O Supercatastrófico Passeio ao Zoológico, de Joël Dicker (Ed. Intrínseca)
Uma inundação suspeita na escola faz com que Joséphine e seus amigos sejam remanejados para a instituição de ensino do outro lado da rua. Formado por crianças atípicas, o grupo não consegue lidar facilmente com a perda da sala de aula que tanto amava. Por isso, os alunos embarcam em uma investigação cuidadosa para descobrir quem é o verdadeiro responsável pela interdição da escola.
Invisíveis Marias, de Rejane Suxberger (Caravana Editorial)
O livro revela as dores silenciadas de mulheres que buscaram na Justiça amparo contra a violência. Escrita em forma de contos, a obra entrelaça realidade e ficção para dar voz às Marias que, dentro de casa, viveram aquilo que deveria ser amor, mas se transformou em dor.
O Castelo de Vidro, de Stephen P. Kiernan (Ed. Rocco)
Ambientada no pós-Segunda Guerra Mundial, a trama fala sobre o poder redentor da arte em uma França devastada pelo conflito. Inspirado na vida do artista Marc Chagall, o livro acompanha a jornada de um homem judeu que encontra refúgio na restauração artística ao produzir vitrais para catedrais bombardeadas.
Holmes e Moriarty, de Gareth Rubin (Ed. Globo Livros)
A trama começa quando o ator George Reynolds procura Sherlock Holmes para investigar um contrato estranho. Ele é pago para encenar repetidamente uma peça sobre a morte do rei Eduardo IV, sempre para os mesmos doze espectadores.
O caso leva Holmes e o dr. Watson a um esquema sombrio que envolve cartas anônimas, assassinatos, rituais secretos e uma seita ligada à realeza britânica. Narrada alternadamente por Watson e pelo coronel Sebastian Moran, aliado de Moriarty, a história oferece um olhar inédito sobre o duelo entre Holmes e seu maior inimigo.
Heartsong: O Bando, de TJ Klune (Ed. Morro Branco)
Terceiro livro da série Green Creek, Heartsong acompanha a história de Robbie Fontaine, um lobo em busca de pertencimento que, após a morte da mãe, passa de bando em bando para não se tornar selvagem. Convocado para a fortaleza de Caswell, no Maine, ele encontra um lar ao servir como segundo de Michelle Hughes, a Alfa de todos, até ser enviado a uma missão que o faz questionar tudo o que sabe.
Pitangas Verdes, de Mariana Lobato (Ed. Labrador)
O livro acompanha cinco dias da vida de Ana, mãe de dois filhos e divorciada. Vivendo no exterior, ela retorna a São Paulo após dois anos para se desfazer dos pertences da mãe, que morreu durante a pandemia de Covid-19. Para se dedicar à tarefa, deixa as crianças com o pai, mas os planos logo se frustram. Em meio ao luto e às tensões, Ana encontra apoio onde menos espera, ao se aproximar de uma taxista que acabou de conhecer.
A Casa da Ópera de Manoel Luiz, de Celso Tádhei (Ed. Mondru)
A obra resgata a memória do segundo teatro em atividade no Brasil, fundado no Rio de Janeiro do século XVIII, e de seu idealizador, o português Manoel Luiz Ferreira. Com narrativa ágil e marcada pelo humor, Celso recria um período pouco explorado da cultura brasileira e traz à tona dilemas artísticos que seguem atuais.
Nas Esquinas do Cuidado: Brenda Lee e a redução de danos, de Julia Bueno (Ed. Telha)
O livro investiga narrativas de pessoas trans e travestis sobre redução de danos, cuidado e transfobia, ampliando o debate sobre saúde e direitos humanos a partir de uma perspectiva construcionista e feminista. Nesse contexto, a redução de danos é apresentada não apenas como tecnologia de saúde, mas como estratégia de sobrevivência diante das encruzilhadas do gênero e da vulnerabilidade social.
Samba de Sétimo Dia, de Anderson Estevan (Ria Livraria)
Nesta coletânea, Anderson Estevan parte de vivências e lembranças da periferia de São Paulo nos anos 1990 para reconstruir a paisagem de quem vive do lado de lá da ponte. Em Samba de Sétimo Dia, surgem sambistas de velório, jovens que encaram o crime, trabalhadores e personagens da periferia, em histórias atravessadas pelos batuques da umbanda e pelos exus nas encruzilhadas.










