
Por Denise Oliveira.
O deputado distrital Eduardo Pedrosa defendeu a instalação de câmeras de monitoramento em salas de atendimento destinadas a crianças com deficiência no Distrito Federal. A proposta surge após a repercussão de um caso grave de violência envolvendo uma criança autista de apenas quatro anos.
Segundo o parlamentar, é urgente discutir medidas que garantam maior segurança para crianças com condições como Autismo e Síndrome de Down, especialmente durante atendimentos realizados por profissionais de saúde ou terapeutas.
Pedrosa citou um caso recente que gerou revolta na sociedade: o abuso sexual de uma criança autista, não verbal, em um ambiente de atendimento. Para o deputado, a situação evidencia a vulnerabilidade dessas crianças e a necessidade de mecanismos de proteção e fiscalização.
“Passou da hora de discutirmos aqui no Distrito Federal a necessidade de câmeras dentro das salas de atendimento. Isso traz mais segurança para os pais, para os profissionais que são idôneos e não têm nada a temer e, principalmente, para as nossas crianças”, afirmou.
O parlamentar informou que está propondo um projeto de lei na Câmara Legislativa do Distrito Federal para que a medida seja debatida e regulamentada. A intenção é garantir transparência nos atendimentos e criar mais uma ferramenta de proteção para pacientes em situação de vulnerabilidade.
Além disso, Pedrosa cobrou das autoridades uma investigação rigorosa sobre o caso recente de violência. Segundo ele, crimes dessa natureza não podem ficar impunes e precisam ser tratados com a máxima seriedade pelo Estado.
“Não vamos aceitar que esse tipo de coisa passe impune. Estou cobrando das autoridades uma apuração rigorosa para que quem cometeu esse ato cruel responda pelo que fez”, declarou.
O deputado também destacou o trabalho da Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Autismo, que atua no acompanhamento de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência e suas famílias.
Pedrosa ainda incentivou a população a denunciar situações suspeitas ou relatos semelhantes em suas comunidades. Segundo ele, as informações são importantes para que o poder público possa fiscalizar e responsabilizar possíveis envolvidos.
“Se houver qualquer denúncia ou relato de algo parecido, procurem a gente. Vamos fiscalizar, cobrar e buscar a responsabilização de quem comete atos tão cruéis”, concluiu.