Nascido em Lagoa do Arroz, na zona rural de Iramaia, na Bahia, o cantor Rom Santana, de 31 anos, conquistou o coração dos paulistanos se apresentando nos bares do Bixiga, na zona central de São Paulo.
O músico cresceu tanto que, em 2026, puxou um bloco de Carnaval lotado, se apresentou no Nômade Festival e deu início à sua turnê nacional. Além disso, ainda este ano, ele vai lançar seu primeiro álbum de estúdio.
Rom ficou conhecido como “Rei do Bixiga” porque, desde quando começou a cantar pelas ruas do bairro paulistano, lotou as calçadas da região. Ele começou a cantar só quando chegou na capital paulista e explicou ao Metrópoles que, “na Bahia ainda não passava pela cabeça dele querer cantar”.
O cantor lembra que o momento de virada se deu quando foi cantar em um estabelecimento na Rua Treze de Maio e foi convidado pelo dono do local a se apresentar na casa aos sábados. Segundo Rom, o som dele atraia multidões porque ele cantava algo diferente do que era tocado nos outros bares da região: forró, piseiro e pagodão baiano.
Com a visibilidade em São Paulo, o baiano passou a receber diversas mensagens nas redes sociais o convidando para cantar em outros estados brasileiros. Ele se apresentou recentemente no Rio de Janeiro e em Salvador, além de ter shows marcados em Brasília – nesta quinta-feira (7/5) – e em Minas Gerais.
Com a popularidade nacional, Rom Santana demonstrou gratidão pela capital paulista, que o recebeu de braços abertos.
“Eu não mudaria de São Paulo […] Quando eu comecei a cantar, eu não tinha muita estrutura. Não tinha quase nada e eu comecei com o celular. E São Paulo me abraçou dessa forma. As pessoas tiveram essa humildade, esse carinho comigo, de me apoiar desse jeito […] Tudo que aconteceu aqui foi além das minhas expectativas. Então, só tenho que agradecer a São Paulo porque foi através daqui que a gente está conseguindo ir pra outros lugares”, admitiu.
Emocionado, o baiano também aproveitou para agradecer aos fãs e “a cada um que acompanha o Rom Santana de alguma forma, seja no show, pelo Instagram ou que manda mensagem de incentivo”.
“Vocês não estão mudando não só a minha vida, mas a vida dos meus pais também, a vida dos meus filhos, e a das pessoas que trabalham comigo, que estão vindo de baixo junto comigo. Então assim, vocês [fãs] estão realizando muitos sonhos aqui. O felino aqui está felizão”, brincou o artista.
O que sabemos sobre o primeiro álbum de Rom Santana
Com 15 faixas, o álbum é assinado por Iuri Rio Branco, que produziu discos de Liniker, Marina Sena, Gal Costa, Ivete Sangalo, Yago Opróprio, Luísa Sonza e mais. Rom Santana prometeu feats de peso nas músicas que estarão na coletânea.
A ideia é que o álbum esteja nas plataformas ainda este ano e que as faixas sejam lançadas aos poucos. É possível que o primeiro single saia ainda neste mês de maio.
Apesar de não revelar os nomes das participações que estarão no disco, Rom revelou ao Metrópoles como se sentiu ao gravar com os “grandes profissionais da música”, segundo o próprio.
“As participações que vão ter comigo nesse álbum, me deixaram desacreditado e, ao mesmo tempo, feliz com o que o meu trabalho está fazendo comigo, em aproximar dessas pessoas. Porque assim, eu não imaginava que essas pessoas poderiam um dia gravar uma música comigo, principalmente estar presente no meu álbum. São nomes muito grandes aqui no Brasil e até fora do Brasil”, disse.





