O número surpreendeu até quem o viveu de perto. Ao ser sabatinado pelo jornalista Toni Duarte no programa Vozes da Comunidade neste sábado (16), o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) revelou que foram 3.270 obras entregues ao Distrito Federal ao longo de sete anos e três meses de gestão.
“Todo lugar que você for em Brasília tem grandes obras que foram feitas melhorando a vida de toda a comunidade. Até eu me surpreendo às vezes — não foram 1.500 obras, foram 3.270 entregues”, disse ele, com a serenidade de quem passou semanas revisitando o próprio legado.
Ibaneis deixou o Palácio do Buriti em março deste ano e, desde então, tem dedicado dois dias por semana a visitar as regiões administrativas e as obras que marcaram sua gestão. Pré-candidato ao Senado Federal nas eleições de outubro, ele divide o restante do tempo entre o escritório de advocacia e a articulação política que desenha seu próximo passo.
Durante asabatina Ibaneis Rocha revisitou avanço importnates da sua gestão. No Sol Nascente — descrito por Ibaneis como “a maior favela a céu aberto da América Latina” quando ele assumiu —, hoje 100% das ruas estão calçadas, com água encanada, iluminação em LED e drenagem pluvial. Creches, restaurante comunitário e rodoviária foram entregues. “Aquilo que era uma favela hoje é uma cidade. Os moradores reconhecem e eu ando nas ruas e preciso que você veja a alegria deles.”
Em Itapoã, o destaque foi o Itapoã Parque — 12.122 moradias, quase 50 mil moradores previstos, com saúde, educação, CRAS e creches integrados ao projeto desde o início. Ibaneis revelou que a obra quase foi perdida em 2019, quando a empresa responsável enfrentava dificuldades para assinar o contrato com a Caixa Econômica Federal. Uma articulação com o então presidente da Caixa salvou o projeto. “É a maior obra habitacional do Brasil hoje em andamento”, afirmou.
No Santa Luzia, a solução encontrada contrariou o que todos esperavam. Em vez de demolição, o governo optou pelo saneamento integrado rua a rua — com cartões de R$ 15 mil em material de construção para que os moradores reformassem também o interior das casas.
Na saúde, Ibaneis reconheceu o impacto da pandemia sobre o ritmo de investimentos. Os recursos planejados para novos hospitais foram redirecionados ao combate à Covid-19. Mas, após a crise, os projetos foram retomados: lançou as obras dos hospitais do Recanto das Emas, do Guará e de São Sebastião — ainda com processos tramitando no Tribunal de Contas do DF.
Entregou sete UPAs e deixou outras sete em construção para a governadora Celina Leão concluir em 2026. Mais de 30 Unidades Básicas de Saúde foram inauguradas, e a pediatria foi incluída nas UPAs — serviço que antes não existia nas unidades de pronto atendimento da capital.
Na região norte, o complexo viário Joaquim Domingos Roriz, o viaduto da segunda entrada de Sobradinho e a terceira faixa até Planaltina — ainda em fase final — compõem um conjunto que, segundo Ibaneis, reverteu décadas de isolamento.
No Jardim Botânico, a duplicação da DF-10, a regularização de condomínios e o viaduto que desafogou o trânsito tornaram a região a que mais cresce no setor imobiliário do DF. Em Itapoã, a duplicação da DF-250 transformou horas de engarrafamento em fluidez.
Fora do governo, mas longe de estar fora da política. Com a pré-candidatura ao Senado encaminhada e o apoio declarado a Celina Leão, Ibaneis encerrou a sabatina deixando claro que o próximo capítulo já começou. “Eu saí com a sensação de que cumpri minha missão”, disse. O tom era de quem fechou um ciclo , mas não desligou o motor.
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