Para as sete atrizes que vivem Elza Soares no musical Elza, uma palavra que define a voz do milênio é “imortal”. E é com esse mote que elas desembarcaram em Brasília com a apresentação, que estreou em julho de 2018 e recebeu a bênção da própria cantora, antes de sua morte, em janeiro de 2022, aos 91 anos. O espetáculo fica em cartaz até domingo (31/5) na Caixa Cultural. Os ingressos estão esgotados.
Veja o papo completo:
Em Elza, as atrizes Janamô, Josy.Anne, Júlia Sanchez, Julia Tizumba, Sara Chaves, Sara Hana e Naruna Costa se dividem para viver a artista em suas mais diversas fases e interpretam outros personagens, como os familiares e amigos da cantora, além de personalidades marcantes.
Em papo com o Metrópoles, Janamô, Naruna Costa — que faz sua estreia no espetáculo nesta edição — e Julia Tizumba falaram sobre a imortalidade de Elza e revelaram como encontraram a sua individualidade e se “agarraram” em camadas da artista.
“Colocar sete mulheres diferentes, com negritudes diferentes, sonoridades diferentes, idades diferentes para contar e rechear a memória dela dá margem para representar quem a Elza é, inclusive hoje, em 2026”, diz Naruna Costa.
Julia completa: “Elza é uma escola de vida, é uma escola de arte, é um universo inteiro e é eterna. Faltou contar coisas, não caberia em um espetáculo de 2h15. Não cabe numa vida. Elza é eterna“.
“Digam as vezes que bati”
As atrizes também contaram que, quando Elza soube do musical, pediu: “Todo mundo gosta de contar as vezes que apanhei, quero que digam as vezes que eu bati”.
“Ela não queria que a gente fizesse um espetáculo triste. Nós, mulheres negras, nos encontramos nas dores, mas esse espetáculo faz a gente se encontrar no acolhimento. Essa é a grande mensagem que Elza deixa, se reinventar, sacudir a poeira“, opina Julia, enquanto Janamô revela que as atrizes apresentaram a peça para a artista na sala de sua casa.
O musical Elza passou por 15 cidades e venceu uma série de prêmios, incluindo o Prêmio Shell de Melhor Música. Em Brasília, a apresentação acontece no Teatro da Caixa Cultural entre os dias 27 a 31 de maio, com texto de Vinícius Calderoni e direção de Duda Maia.







