O Governo do Distrito Federal (GDF) formalizou, nesta terça-feira (2), um acordo de cooperação técnica entre a Secretaria de Saúde (SES-DF) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) para integrar o sistema de videomonitoramento da rede pública de saúde à central de segurança do Distrito Federal. A iniciativa permitirá o compartilhamento de imagens de aproximadamente 12 mil câmeras instaladas em unidades de saúde de todo o DF.
A assinatura do termo ocorreu durante cerimônia de reconhecimento às forças de segurança pela conquista do título de unidade da federação mais segura do país. A medida faz parte da estratégia do programa DF 360°, que busca ampliar a segurança por meio da integração tecnológica, da atuação conjunta dos órgãos públicos e da participação da população.
Atualmente, cerca de sete mil câmeras já operam em 254 unidades da rede pública, incluindo hospitais, unidades básicas de saúde (UBSs), policlínicas, centros de atenção psicossocial (Caps), farmácias e bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Com a integração, as imagens passam a ser compartilhadas em tempo real com a central da SSP-DF, ampliando a capacidade de monitoramento e resposta das forças de segurança.
Segundo a governadora Celina Leão, a iniciativa fortalece a rede de proteção do Distrito Federal e permite que a população também participe do sistema por meio do compartilhamento voluntário de câmeras particulares cadastradas na plataforma DF 360°.
O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, destacou que todas as unidades da rede já contam com monitoramento ativo e que a parceria deve ampliar a atuação conjunta entre os setores de saúde e segurança pública. Já o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, ressaltou que o acesso às imagens fortalece o programa DF Mais Seguro e potencializa o uso de tecnologias avançadas, como reconhecimento facial e análise comportamental.
De acordo com a SSP-DF, os sistemas poderão identificar situações de risco em tempo real, como tumultos, agressões, brigas e porte de armas, permitindo o acionamento imediato das equipes de segurança quando necessário.
Além do compartilhamento das imagens, o projeto prevê a ampliação dos sistemas de controle de acesso nas unidades de saúde. A estrutura contará com 1,2 mil leitores biométricos, 1,2 mil fechaduras eletromagnéticas, 592 cancelas com reconhecimento facial e 36 detectores de metais. Parte dos equipamentos já foi instalada em unidades localizadas no SIA, Gama e Santa Maria.
A implementação da integração ocorrerá de forma gradual. A primeira etapa contempla os hospitais da rede pública, seguida pelas UBSs e, posteriormente, pelos centros de atenção psicossocial e demais unidades de saúde.
Entre os benefícios esperados estão a prevenção de furtos, roubos e atos de vandalismo, o reforço na segurança de pacientes e profissionais, a melhoria da circulação de ambulâncias e veículos de emergência e o apoio às investigações policiais por meio do uso das imagens captadas nas áreas próximas às unidades.
O GDF informou ainda que todo o compartilhamento de dados seguirá as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com a Secretaria de Saúde responsável pela gestão das informações e a empresa contratada encarregada da operação técnica do sistema.