
Por Denise Oliveira.
A Administração Regional da Cidade Estrutural reforça que o combate à dengue começa dentro de casa e se estende ao cuidado coletivo com o bairro. A eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti — como água parada em vasos, garrafas, pneus e calhas —, a vedação adequada de caixas-d’água, o descarte correto do lixo e a manutenção de quintais limpos são medidas simples, porém decisivas, para proteger vidas.
Em alinhamento com o Governo do Distrito Federal (GDF), a Administração da Estrutural atua de forma contínua em ações de prevenção e orientação à população, fortalecendo a vigilância ambiental e a promoção da saúde. O esforço conjunto é essencial para reduzir a incidência da doença e preservar o bem-estar da comunidade.
No âmbito do planejamento público, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 prevê a nomeação de 3.576 profissionais, entre Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (AVAS) — uma medida considerada tecnicamente urgente, conforme documentos oficiais da Secretaria de Saúde do DF. Atualmente, o Distrito Federal enfrenta déficit de 1.954 ACS (Memorando nº 352/2024 – COAPS) e 321 AVAS (Despacho SEI nº 161067402 – DIVAL), o que compromete a cobertura territorial da Atenção Primária e as ações de controle de endemias.
A insuficiência de equipes impacta diretamente o cumprimento das metas do Plano Distrital de Saúde 2024–2027, que estabelece 85% de cobertura da Estratégia Saúde da Família até 2027, além de fragilizar políticas de promoção, prevenção e vigilância em saúde nos territórios. Desde 2025, o financiamento federal da Atenção Primária à Saúde (APS) passou a estar fortemente vinculado à presença de ACS, aos cadastros ativos no e-SUS APS e aos indicadores de desempenho definidos pelo Ministério da Saúde. Nesse cenário, a falta de profissionais já representa risco concreto de perda de recursos federais e de aumento de internações por condições sensíveis à APS, elevando custos hospitalares.
A efetivação das nomeações previstas na LDO 2026 vai além da reposição de pessoal: trata-se de uma decisão estratégica de saúde pública e responsabilidade fiscal, capaz de fortalecer o cuidado no território, reduzir gastos evitáveis e ampliar a captação de recursos da União. Para a Cidade Estrutural, isso significa mais prevenção, resposta mais rápida aos focos do mosquito e maior proteção à população.
Garantir a recomposição e a ampliação das equipes de ACS e AVAS é condição essencial para transformar planejamento em resultados concretos.
📍 Por uma Atenção Primária forte, resolutiva, sustentável e valorizada.