Após ser intimado por uma delegada da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), o caminhoneiro Marcos Ferreira dos Santos, 47, foragido pelos crimes de perseguição e descumprimento de medida protetiva contra a ex-companheira, passou a ameaçar a vítima e afrontar o trabalho da polícia. Em mensagens enviadas para a ex durante no sábado (28) e no domingo (29), o foragido faz ameaças contra a mulher e diz que só será preso se for morto.
“Já poderia ter ido atrás de você, sei como te achar”, disse o foragido.
Veja as mensagens:
Segundo a delegada da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), Samya Noleto, Marcos foi intimado através do envio das mensagens, porém ignorou a ordem da autoridade e afirmou “não ter medo da polícia”.
“Pedi que ele cumprisse as medidas protetivas e o autor novamente descumpriu, afirmando que se eu queria o ver, eu, como autoridade policial, teria que prestar contas a Distrito Federal e que só ia levar ele se fosse morto“, destacou a delegada.

Entenda o caso
A ex-mulher de Marcos, após 16 anos de relacionamento abusivo, se mudou para Valparaíso de Goiás (GO) para viver longe de Marcos. No entanto, o foragido continuou perseguindo, enviando mensagens e até e-mails para a vítima, o que a fez levar o caso à delegacia.
No dia 11 de março, a vítima teve o pedido de medida protetiva concedido. A ordem determinava que Marcos mantivesse uma distância mínima de 300 metros da vítima, além de proibir qualquer tipo de contato, inclusive por meios de comunicação – medida a qual o investigado descumpriu.
“A vítima veio registrar aqui a situação de perseguição, que são mensagens reiteradas seja por por e-mail ou então SMS, porque o autor justamente não utiliza o WhatsApp para não receber intimações tanto do poder judiciário, quanto da polícia”, explicou Samya.
Apesar da determinação, o suspeito não foi localizado inicialmente para ser intimado presencialmente, uma vez que exerce a profissão de caminhoneiro, o que dificulta sua localização.
No entanto, na sexta-feira (27/3), enquanto a vítima estava na delegacia prestando depoimento, o suspeito enviou diversas mensagens por SMS, violando novamente a ordem judicial.
Diante da situação, a Deam aproveitou o contato do investigado naquele momento e utilizou o telefone celular da própria vítima para comunicar formalmente o investigado sobre o teor da medida protetiva, além de convocá-lo para prestar depoimento.
Marcos se recusou a comparecer à unidade policial e ainda continuou a responder a delegada, descumprindo, por sucessivas vezes, a medida protetiva.
Diante da gravidade dos fatos, a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito, que se encontra foragido.
A PCGO solicita que qualquer informação sobre o paradeiro do foragido seja comunicada imediatamente às autoridades, garantindo o sigilo do denunciante.







