O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), desponta como principal nome na disputa pelo governo estadual nas eleições de 2026. É o que indica levantamento realizado pelo Instituto Directa, que mostra o emedebista na liderança tanto nos cenários estimulados quanto espontâneos.
De acordo com a pesquisa, realizada entre os dias 14 e 17 de março, Daniel Vilela alcança 37,8% das intenções de voto no cenário estimulado. O percentual o coloca com ampla vantagem sobre o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que aparece com 21,4%.
Na sequência, o senador Wilder Morais (PL) registra 14,2%, enquanto a deputada federal Adriana Accorsi (PT) soma 6,1%. O pré-candidato Telêmaco Brandão (Novo) apresenta desempenho residual, com 0,4%.
Liderança consistente em diferentes cenários
No cenário espontâneo — quando os entrevistados não recebem uma lista prévia de candidatos — Daniel Vilela também lidera, com 18,2% das citações. Marconi Perillo surge em segundo lugar, com 7,5%, seguido por Wilder Morais (5,8%) e Adriana Accorsi (4,1%).
O levantamento evidencia ainda um elevado nível de indefinição do eleitorado: mais da metade dos entrevistados (53,5%) afirmou não saber ou preferiu não responder, indicando espaço para movimentações políticas ao longo da pré-campanha.
Baixa rejeição fortalece desempenho
Outro dado relevante da pesquisa é o índice de rejeição dos pré-candidatos. Daniel Vilela apresenta uma das menores taxas, com 3,2%, o que reforça sua competitividade eleitoral. Wilder Morais aparece com 2,8%, enquanto Adriana Accorsi registra 9,1%.
Já o ex-governador Marconi Perillo concentra o maior índice de rejeição, com 18,2%, o que pode representar um obstáculo adicional em sua tentativa de retorno ao Executivo estadual.
Além disso, 8,2% dos entrevistados afirmaram rejeitar todos os nomes apresentados, enquanto 42,2% disseram não ter rejeição a nenhum candidato.
Cenário eleitoral em consolidação
Os números do Instituto Directa confirmam uma tendência observada em pesquisas recentes, que colocam Daniel Vilela em posição de destaque na disputa pelo governo goiano. A combinação de liderança nas intenções de voto e baixa rejeição aponta para um cenário favorável ao vice-governador neste momento da pré-campanha.
A expectativa é de que a eventual assunção ao comando do Executivo estadual, prevista para o fim de março, amplie sua exposição e fortaleça ainda mais sua posição no cenário político.
Metodologia
O levantamento ouviu 1.200 eleitores em diferentes regiões de Goiás. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).