“Em casa.” É assim que as integrantes do Samba da Passarinha descrevem a sensação de subir ao palco juntas. Há dois anos circulando pelo Distrito Federal, o grupo nasceu de um desejo simples e urgente: devolver o samba às suas origens, com mulheres ocupando o centro da roda.
São oito instrumentistas com nomes já consolidados na cena brasiliense — Ju Rodrigues (voz e pandeiro), Ane Eóketu (percussão e voz), Mariana Sardinha (cavaco e voz), Yara Alvarenga (percussão), Bruna Tassy (contrabaixo e voz), Irene Egler (violão) e Lene Black (percussão) — e que transformam cada show em um espaço de acolhimento feito por e para mulheres.
Fora dos palcos, o projeto tem a força de Naju Melo e Luciana Lobato, as idealizadoras da iniciativa. Em entrevista ao Metrópoles, as integrantes falaram sobre o que significa ocupar esse espaço no samba do DF, os desafios de fazer cultura na capital e os próximos passos do grupo.
“O samba não é um território masculino, o samba é um território feminino, e a gente toca como mulher, não como homem — como mulher e divinamente bem”, enfatiza Ju Rodrigues.
Lene Black acrescenta: “O samba veio da mulher. Então estamos voltando para a origem do samba. E, quando estou com as meninas, é o lugar em que me sinto mais feliz, em que me sinto desarmada e fico à vontade”.
Confira a entrevista na íntegra:








