
Por Denise Oliveira.
A subsecretária Renata D’Aguiar manifestou profunda indignação e tristeza diante do crime brutal que resultou na morte de duas crianças e reacendeu o debate sobre violência doméstica e feminicídio no ambiente familiar. Em posicionamento firme, ela destacou que nenhuma circunstância pode justificar atos de violência e reforçou a necessidade de enfrentar a cultura do controle e da posse ainda presente na sociedade.
Segundo Renata D’Aguiar, tentativas de relativizar crimes com argumentos ligados à honra ou à dor emocional perpetuam uma lógica perigosa. Para ela, não existe “crime por honra”, mas sim violência doméstica e feminicídio, fenômenos que precisam ser combatidos com seriedade e responsabilidade social.
A subsecretária também chamou atenção para a desigualdade de narrativas em casos de violência dentro das relações afetivas. Ela ressaltou que, quando homens são vítimas de traição, não há construção social que legitime agressões contra eles, o que evidencia a urgência de desconstruir discursos que culpabilizam mulheres por decisões pessoais ou pelo término de relações.
Educação e políticas públicas como caminho
No pronunciamento, Renata D’Aguiar defendeu medidas estruturais para prevenir tragédias semelhantes. Entre os pontos destacados estão:
- fortalecimento das políticas públicas de prevenção à violência doméstica;
- ampliação das redes de proteção às mulheres e às crianças;
- educação emocional e conscientização social;
- responsabilização clara e rigorosa dos autores de crimes.
Para ela, o enfrentamento à violência passa pela mudança cultural e pelo compromisso coletivo em proteger vidas, especialmente dentro do ambiente familiar, onde muitas ocorrências ainda permanecem invisíveis até que se transformem em tragédia.
Solidariedade e compromisso
A subsecretária expressou solidariedade às famílias das vítimas e às mulheres que vivem sob ameaça constante, reforçando que a sociedade não pode aceitar a normalização da violência. Em sua declaração, reafirmou o compromisso com a defesa dos direitos das mulheres e a proteção das crianças.
A mensagem final resume o posicionamento apresentado: violência não é honra — é crime, e deve ser enfrentada com união, políticas públicas efetivas e consciência social.