
Por Denise Oliveira.
A subsecretária Renata D’Aguiar se manifestou publicamente após os acontecimentos no desfile da Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, realizado no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, demonstrando indignação com o que classificou como desrespeito à fé cristã.
Segundo ela, as representações apresentadas na avenida ultrapassaram o campo artístico e atingiram valores fundamentais para milhões de brasileiros. “O que aconteceu na Sapucaí me deu um aperto no coração. Ver famílias representadas de forma pejorativa e pessoas de fé tratadas como caricatura machuca. Não é sobre fantasia, é sobre valores reais que fazem parte da vida de muita gente”, afirmou.
Renata destacou que sua posição não é contrária à liberdade artística, mas defende que haja limites quando manifestações culturais atingem crenças religiosas. “Não é questão de censurar arte. É questão de limite. Quando a crítica vira desrespeito, deixa de ser reflexão e passa a ser provocação”, pontuou.
A subsecretária também mencionou o que considerou um viés político nas apresentações. Para ela, o episódio contribui para ampliar divisões ideológicas no país. “A sensação é de que não era só cultura, era recado. Era posicionamento. E isso só aumenta a divisão”, declarou.
Cristã assumida, Renata reforçou que indignação não deve ser confundida com intolerância. “Fé não é fantasia. Família não é piada. Milhões de brasileiros não merecem ser ridicularizados por aquilo que acreditam. Indignação não é intolerância. É o sentimento de quem pensa que algo passou do ponto.”
TRAJETÓRIA E PROPÓSITO PÚBLICO
Ao relembrar sua caminhada na vida pública, Renata D’Aguiar destacou que cada etapa foi construída com esforço, planejamento e fé. “Da caminhada até o Congresso Nacional, cada passo foi feito com responsabilidade e compromisso com as pessoas. Nada veio por acaso. Veio com oração e muito trabalho”, afirmou.
Ela ressaltou que sua motivação permanece a mesma: servir e promover transformação social. “Quando a gente olha para trás e vê tudo o que foi superado, entende que não foi apenas perseverança, mas Deus conduzindo cada passo. E ainda tem muito mais por vir. O que move o meu coração é ser ponte de transformação na vida das pessoas.”
A declaração da subsecretária repercute em meio a debates mais amplos sobre liberdade artística, respeito religioso e os limites entre crítica cultural e ofensa, temas que seguem mobilizando diferentes setores da sociedade brasileira.