O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer um teste rápido para diagnóstico de dengue que permite identificar a infecção logo nos primeiros dias de sintomas.
A incorporação do exame foi oficializada em norma publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (26/3) e amplia a possibilidade de diagnóstico da doença na rede pública de saúde.
Com a medida, o teste passa a integrar a tabela nacional de procedimentos do SUS, o que permite sua realização de forma regular em diferentes serviços da rede, como unidades básicas de saúde, ambulatórios e hospitais.
A inclusão também viabiliza o financiamento do exame e sua adoção progressiva nos atendimentos do sistema público. A expectativa é que a nova ferramenta ajude a acelerar a identificação da doença, principalmente em momentos de maior circulação do vírus.
Como funciona o teste?
O exame, chamado de teste de antígeno NS1, detecta uma proteína específica produzida pelo vírus da dengue que circula no sangue logo no início da infecção.
Diferentemente de exames que dependem da resposta do organismo, como aqueles que identificam anticorpos produzidos após alguns dias de infecção, o teste NS1 consegue indicar a presença do vírus de forma mais precoce.
O procedimento é simples. A partir de uma pequena amostra de sangue, o material é colocado em um dispositivo que reage à presença da proteína do vírus. O resultado costuma ficar pronto em poucos minutos.
A tecnologia utilizada é semelhante à de outros testes rápidos já usados na rotina dos serviços de saúde, o que facilita sua aplicação em diferentes níveis de atendimento.
Importância do diagnóstico precoce
A dengue geralmente começa com sintomas que podem ser confundidos com outras infecções virais, como febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar. Por isso, identificar a doença logo no início pode ajudar a orientar melhor o acompanhamento do paciente.
O diagnóstico precoce permite que os profissionais de saúde monitorem sinais de agravamento e adotem medidas adequadas caso haja risco de complicações, como queda de plaquetas ou evolução para formas graves da doença.
Além do benefício para o cuidado individual, a ampliação do diagnóstico contribui para o monitoramento da circulação do vírus. Com mais casos identificados precocemente, as autoridades de saúde conseguem acompanhar com maior precisão o avanço da dengue em diferentes regiões.
Quem pode fazer o exame?
O exame está indicado para pessoas de todas as idades e poderá ser solicitado por diferentes profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e biomédicos.
A realização poderá ocorrer tanto em unidades básicas de saúde quanto em serviços hospitalares, sem custo direto para o paciente.
Embora a incorporação já esteja em vigor, a oferta do exame dependerá da organização de cada serviço e da adaptação dos sistemas da rede pública. A expectativa é que o teste seja gradualmente incluído na rotina do SUS, principalmente em períodos de maior incidência da doença.
Em nota, o Ministério da Saúde informa que a atual gestão começou a oferecer o teste rápido de dengue NS1 pelo SUS em 2024. Nesta quinta-feira (26/03), o teste foi formalmente incluído na Tabela do SUS. Essa medida garante aos gestores de saúde o custeio do procedimento pelo SUS, com registro adequado para pagamento e controle, além de prever a atualização de sistemas como o SIGTAP para o uso correto pelos serviços de saúde.
O exame, utilizado para diagnóstico precoce da doença, detecta o antígeno NS1, presente nos quatro sorotipos do vírus, sendo mais indicado do primeiro ao quinto dia após o início dos sintomas. O teste é um importante apoio ao diagnóstico, mas deve ser utilizado em conjunto com a avaliação clínica e, quando necessário, com exames complementares, como sorologia e RT-PCR.












