Lançado pelo governador Ibaneis Rocha como uma das principais medidas de mobilidade social do Governo do Distrito Federal, o programa Vai de Graça completou um ano no último dia 1º de março, com mais de 38,2 milhões de viagens realizadas sem cobrança de tarifa no transporte público.
Ao longo desse primeiro ciclo, a iniciativa garantiu gratuidade em 84 dias, entre domingos, feriados e datas específicas autorizadas por decreto, ampliando o acesso da população ao sistema de ônibus e metrô em momentos tradicionalmente limitados pelo custo da passagem. Somente em 2025, foram registrados 31,6 milhões de embarques gratuitos. Já nos dois primeiros meses de 2026, o número ultrapassou 6,1 milhões. No domingo que marcou o aniversário do programa, o sistema contabilizou 456.773 acessos sem cobrança.
Dentro desse total acumulado, o metrô respondeu por 4,2 milhões de embarques, sendo cerca de 3,5 milhões no ano passado e mais de 770 mil neste início de ano.
De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, a implantação exigiu ajustes operacionais, mas o sistema demonstrou capacidade de absorver o aumento da demanda, mesmo em períodos de maior circulação, como Carnaval, Semana Santa e festas de fim de ano. Para ele, o programa consolidou-se como instrumento que amplia o direito de deslocamento da população e funciona como mecanismo indireto de alívio financeiro para quem depende do transporte coletivo.
Os reflexos da medida aparecem no crescimento do número de passageiros. Aos domingos, a média de acessos saltou de 272 mil, em 2024, para cerca de 478 mil, em 2025, representando aumento superior a 75%. Em datas comemorativas, o avanço também foi expressivo.
A virada do ano passou de 132 mil viagens, em 2025, para 280 mil, em 2026, enquanto o Dia do Trabalho registrou crescimento de 334 mil acessos, em 2024, para 526 mil no ano seguinte. Tendência semelhante foi observada em feriados como a Proclamação da República e o Dia da Consciência Negra.
Ao completar um ano, o Vai de Graça passa a se firmar como parte da estratégia do governo Ibaneis Rocha de ampliar o uso do transporte público e estimular a circulação de pessoas em atividades de lazer, consumo e convivência social, especialmente em períodos em que o custo da tarifa poderia limitar esses deslocamentos.