Mal abrem-se as cortinas, apenas o canto e o violão de Zeca Veloso são ouvidos nos primeiros minutos. Os demais instrumentos entram aos poucos, na medida em que avançam letra e melodia de “Peter Gast”. Foi com a canção, lançada por Caetano Veloso no LP “Uns”, de 1983, que Zeca abriu, na noite do último sábado (4/4), o show de lançamento do seu primeiro álbum solo, “Boas novas”. A apresentação, dentro do festival Queremos!, arrebatou o público que lotou o Teatro Carlos Gomes, Centro do Rio de Janeiro, num show que contou ainda com as participações de Xamã e de Dora Morelenbaum.
E a escolha da canção de Caetano, de versos como “Escuto a música silenciosa de Peter Gast”, não é aleatória. Com ela, Zeca prenunciou suas intenções neste que é seu primeiro grande show, no qual divide o palco com sete excelentes músicos. Ele quer mostrar a essência de sua música. E este intuito é cumprido. Ao elencar as dez faixas do álbum (sem seguir a ordem com que estão no disco), Zeca acaba por louvar também as referências que o forjaram como artista – e elas abarcam de Tom Jobim (1927-1994) a Lincoln Olivetti (1954-2015), passando por Tim Maia (1942-1998) e por bambas do samba.
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