A modernização dos terminais rodoviários do Distrito Federal segue em expansão e deve ganhar novos capítulos nos próximos anos. Além das estruturas já entregues pelo Governo do Distrito Federal (GDF), obras em andamento e projetos em fase de preparação prometem ampliar a capacidade de atendimento do transporte público em diferentes regiões administrativas.
Um dos exemplos mais recentes é a Rodoviária do Gama. Reconstruído e entregue em etapas, o terminal passou por mudanças que incluíram melhorias na acessibilidade, reorganização dos espaços comerciais e novas áreas de circulação para passageiros. Para quem acompanha a rotina do local há anos, a diferença é evidente.
Há mais de duas décadas trabalhando na rodoviária, o cabeleireiro Adenil dos Santos afirma que a reforma mudou completamente o ambiente. “Quem conheceu o terminal antigamente sabe que a situação era bem complicada. Existiam muitos problemas de conservação e limpeza. Hoje, o espaço está muito mais organizado, confortável e adequado para receber quem passa por aqui todos os dias”, conta.
Desde 2020, o DF recebeu novas rodoviárias em Sobradinho, Santa Maria, Sol Nascente, Itapoã, Varjão e Gama. Juntos, os investimentos superam R$ 32,5 milhões e beneficiam mais de 570 mil usuários diariamente.
A expansão da infraestrutura continua. Segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), uma das principais obras em execução é a construção da rodoviária da Estrutural, localizada na Quadra 8, próxima à DF-087 (EPVL). O empreendimento conta com investimento de R$ 4,6 milhões e deverá beneficiar mais de 38 mil moradores.
De acordo com o subsecretário de Terminais da Semob, Valdemar Medeiros, outros projetos também estão previstos para os próximos anos. “O cronograma prevê novas entregas até 2027. A obra da Estrutural já está em andamento, e também vamos iniciar intervenções importantes, como a ampliação do terminal de integração do BRT de Santa Maria, que terá capacidade para atender um número ainda maior de passageiros”, explica.
Além dos projetos em execução, a pasta desenvolve estudos e projetos para novos terminais em regiões como Jardim Botânico, Água Quente e Taguatinga. No Arapoanga, a expectativa é de que o processo licitatório para a construção da nova rodoviária seja iniciado nos próximos meses.
Para a Semob, a participação da população é um dos fatores considerados na elaboração das propostas. “As demandas apresentadas por passageiros e comerciantes ajudam a definir soluções que tornam os terminais mais acessíveis, funcionais e preparados para atender melhor aos usuários do transporte coletivo”, afirma Medeiros.
No Gama, os comerciantes também relatam impactos positivos após a revitalização. Weder Diones Souza, que atua no terminal há mais de dez anos, diz que a reforma trouxe melhorias para trabalhadores e passageiros. “A estrutura ficou muito melhor. Os usuários aprovaram as mudanças, e os comerciantes passaram a trabalhar em um ambiente mais confortável. A acessibilidade melhorou, e o calor que existia antes praticamente deixou de ser um problema”, relata.
Enquanto novas obras avançam, os terminais já entregues continuam recebendo serviços de manutenção, incluindo reparos em instalações elétricas, coberturas e banheiros. A expectativa do governo é ampliar gradualmente a rede de equipamentos de transporte para acompanhar o crescimento da demanda em diferentes regiões do Distrito Federal.