O Distrito Federal se prepara para uma transição de comando com data marcada. O governador Ibaneis Rocha (MDB) confirmou que deixará a chefia do Executivo no próximo dia 28 de março.
O movimento, longe de ser um adeus, é um reposicionamento estratégico: o emedebista mira agora uma das cadeiras do Senado Federal nas eleições de 2026, buscando transformar sua popularidade administrativa em força legislativa.
Diferente da política tradicional baseada apenas em coalizões de gabinete, Ibaneis imprimiu no Palácio do Buriti um estilo que aliados e críticos costumam comparar ao de um “CEO”.
Para Ibaneis, a decisão de concorrer ao Senado não é apenas uma aspiração pessoal, mas um desdobramento natural de um projeto que já recebeu o aval popular por dois mandatos.
“Tenho muito a mostrar do trabalho realizado ao longo desses oito anos. Vou às ruas todos os dias e a recepção da população é maravilhosa”, afirmou o governador, reforçando que o contato direto com o cidadão é o termômetro que validou sua saída antecipada.
Ao longo de sua gestão, o governador priorizou uma agenda voltada ao desenvolvimento econômico e à arrecadação, modernizando a máquina pública para destravar investimentos.
Agora, ele aposta que esse modelo de gestão “mão na massa” será o diferencial para conquistar o eleitorado brasiliense em um novo cenário.
A desincompatibilização no fim de março abre caminho para que a vice-governadora Celina Leão (PP) assuma o comando do Distrito Federal. A transição está sendo desenhada para garantir a continuidade dos projetos estratégicos, enquanto Ibaneis mergulha nas articulações partidárias.
A entrada de Ibaneis na corrida pelo Senado promete elevar a temperatura do debate político local.
Especialistas apontam que sua candidatura força outros partidos a reorganizarem suas peças, dado o peso de sua aprovação atual.
A estratégia de Ibaneis é clara: usar o Senado como uma plataforma para continuar influenciando o destino do DF, mas agora com uma voz direta no Congresso Nacional.
Se no Buriti Ibaneis agiu como o gestor que executa e entrega, no Senado o desafio será o da articulação e do debate de alto nível.
O governador encerra seu ciclo no Executivo com a confiança de quem acredita ter cumprido a missão, deixando para trás um DF com contas ajustadas e canteiros de obras ativos, elementos que devem ser o pilar de sua comunicação eleitoral nos próximos meses.