A troca de comando no Tribunal Superior Eleitoral reuniu autoridades dos Três Poderes e lideranças políticas do Distrito Federal na noite da última terça-feira (12), em Brasília. O ministro Nunes Marques assumiu oficialmente a presidência da Corte Eleitoral no lugar da ministra Cármen Lúcia, iniciando uma gestão que seguirá até maio de 2027.
A solenidade ocorreu em meio às articulações políticas que começam a ganhar força para as eleições de 2026. Entre os presentes estavam a governadora Celina Leão (PP), o ex-governador Ibaneis Rocha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a senadora Damares Alves. Michelle e Damares são apontadas nos bastidores como possíveis nomes para a disputa eleitoral no DF.
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, também acompanhou a cerimônia, assim como Viviane Barci. As autoridades permaneceram em um espaço reservado destinado a familiares e convidados do Judiciário.
Ao comentar a posse, Ibaneis Rocha afirmou que o novo presidente do TSE assume a Corte em um período desafiador para o cenário político nacional. “Assumir o TSE em um ano eleitoral é uma missão de grande responsabilidade”, declarou. O ex-governador acrescentou que tem “convicção da lealdade do ministro à Constituição” e confiança em uma atuação equilibrada no comando da Justiça Eleitoral.
Indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Nunes Marques terá como vice no TSE o ministro André Mendonça. A cerimônia contou ainda com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do presidente do STF, Edson Fachin.
Em seu primeiro discurso como presidente da Corte Eleitoral, Nunes Marques fez uma defesa enfática do sistema eletrônico de votação. Segundo ele, as urnas eletrônicas representam um patrimônio da democracia brasileira. O ministro também destacou que o processo democrático se fortalece por meio da participação popular e do voto direto, secreto e universal.